Saiba quem é a Roberta, da música de Peppino di Capri

Quando Giuseppe Faiella, nome de batismo de Peppino di Capri, despontou para a música, fez todas as ragazze italianas vestirem a minissaia e dançarem ao ritmo do twist. O cantor, nascido na Ilha de Capri, no golfo de Napoli, região da Campania, até gravou um compacto com canções românticas em 1958. Entretanto, foi com as dançantes “Let’s twist again” e “Saint Tropez Twist”, anos mais tarde, que ele conquistou de vez o público.

Durante uma apresentação em Ischia, outra ilha da localidade onde nasceu, conheceu Roberta Stoppa, uma das mais lindas e bem pagas modelos italianas na época. O cupido tratou de aproximá-los e gerar uma história de amor que dava indícios de que seria um verdadeiro conto de fadas. E assim foi por quase uma década.

O casamento de Peppino e Roberta, em maio de 1961, parou a Itália. A cerimônia foi acompanhada por dezenas de fotógrafos, enquanto uma multidão de fãs recepcionava o casal em frente à igreja. Ele próprio conta que os telejornais exibiram reportagens com mais de 10 minutos sobre o acontecimento. A repercussão foi mundial.

Em 1963, Peppino compôs uma música que contava a história de um homem que implorava o perdão da amada. A inspiração veio durante a noite. Imediatamente, ele acordou Roberta e perguntou se poderia usar o nome dela como título da canção. Assim nasceu um dos maiores sucessos da carreira do artista.

Essa versão é a sustentada por Peppino sempre que lhe é perguntado sobre a origem da letra. É claro que jornais da época especularam a respeito de uma possível pisada na bola que fez o cantor buscar uma reconciliação com a esposa através dos versos como “Robertaperdonami…”

O que a imprensa não poderia imaginar é que o relacionamento teria um fim. Houve muitos altos e baixos na vida de ambos. Peppino não esconde que adorava frequentar cassinos. Em meados da década de 70, chegou a ter uma dívida gigantesca logo no momento no qual não conseguia emplacar um novo sucesso.

A separação provocou mágoas em Roberta. Em entrevista ao jornal Corriere del Mezzogiorno, em 2010, a ex-modelo contou que estava grávida quando foi abandonada por Peppino. “Você deixou uma mulher grávida em 1970, quando não havia nem divórcio na Itália. Mas com o tempo lhe perdoei”, desabafou.

À Revista Club3, o cantor falou sobre o período. “As coisas não iam no caminho certo. Eu estava cheio de dívidas e o humor não permitia que eu fosse brilhante como ela queria. Bastava de festas, de vida mundana, mas ela não aceitou. Era feita para aparecer e ser admirada. Hoje sou feliz com Giuliana, que é doce e sempre serena”, disse.

A bióloga Giuliana Gagliardi foi casada com Peppino desde 1978. O casal teve dois filhos: Edoardo e Dario. Ela morreu em julho de 2019, aos 68 anos, em decorrência de um câncer. “Era o meu ponto de referência, a satisfação para criar uma música nova”, comentou o cantor ao Corriere della Sera.

Giuliana nunca ganhou uma música só para ela. No entanto, contribuiu para a virada que o cantor tanto queria dar na carreira. Ao longo da década de 70, foram nove apresentações no Festival de Sanremo. Peppino venceu em 1973 com ”Un grande amore e niente più’, mesmo ano em que gravou ‘Champagne’, e, em 1976, com ‘Non lo faccio più’.

A união com a primeira esposa deixou lembranças, o primogênito Igor e uma das canções mais lindas desse grande artista mundial. Sem esquecer, é claro, de milhares de mulheres por todo o mundo que ganharam esse nome: Roberta.

Letra de ‘Roberta’

lo sai, non è vero
che non ti voglio più
lo so, non mi credi
non hai fiducia in me

Roberta ascoltami
ritorna ancor ti prego
Con te ogni istante
era felicità,
ma io non capivo
non t’ho saputo amar

Roberta, perdonami
ritorna ancor vicino a me

Comentários

  1. Me chamo Roberta por causa dessa canção.

    1. Amo de paixão as músicas de pepino DiCaprio.

    2. Que legal saber disso!!! O nome é lindo

  2. Parabéns pelas belas músicas!
    Quem me dera ter um amor assim. Mas como sei que isso é impossível de acontecer comigo, vou carregar sempre em minha memória esse amor distante que nunca virá.
    Obrigada por de alguma forma fazer parte da minha vida. Hoje dia dos namorados, sozinha e com lágrimas nos olhos ouço sua “maravilhosa canção”.
    Meu muito obrigada !

  3. Que linda música, bela musica italiana romântica lembra mio tempo de infância tempo da jovem guarda,sepre gostei de musicas italianas. sou do Vale do Tacuri RS.

  4. Tempo de infância, com meus pais, irmãos todos juntos no Natal, esperando Papai Noel, Muita saudade de meus pais e irmãos e tio, que estão juntos com Papai do Céu.

  5. Adoro Peppino de Capri desde meus 15 anos de idade quando as músicas italianas, americanas e algumas francesas estavam em alta por serem lindas demais e muito românticas… Roberta foi uma das músicas mais encantadoras que já ouvi… dancei muito essas músicas nos bons tempos…

  6. Essa música marcou minha infância e juventude. Sempre amei música italiana! E hoje o meu grande amor é um italiano da mesma região do Pepino, Campania. Meu amor é de Nápoles ❤

  7. Te entendo, me sentindo assim.😭😭

  8. Essa e tantas outras músicas italianas faz a gente voltar no tempo e ter lembranças maravilhosas.

  9. Roberta uma das mais lindas canções italiana. Lembra minha mocidade e adoro ouvir até hoje.

  10. Roberta n pense assim. N fique triste Vc ainda n sabe o que Deus reserve para Vc. adoro está música Minha filha chama se Emmanulla Roberta

  11. Adoro essas músicas me fazem relembrar o passado meus 16 anos

  12. Amo essa música. Sou fã de músicas italianas. Tem boas letras e o musical é impecavel. Sonho em amar um italiano.

  13. Música da minha linda juventude. Amo demais

  14. Quem me dera Deus me desse inspiração e voz para compor e cantar como pepino di Capri, principalmente para minha amada.

  15. Peppino di Capri, o maior cantor romântico italiano de todos os tempos. De alguma maneira fez parte da minha juventude ao embalar as matinee dançantes aos domingos no clube da esquina. Muitas declarações de amor, ao pé do ouvido, com a voz num sussurro, tiveram como música de fundo as canções maravilhosas de Peppino Di Capri. Tempos que não voltam mais.

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